
As origens de Juiz de Fora remontam à abertura do Caminho Novo, estrada criada para o transporte de ouro no século XVIII. Estimulados pelo movimento das tropas que ali passavam com destino ao Rio de Janeiro, diversos grupos se fixaram na região.
Em 31 de maio de 1850, a antiga Vila de Santo Antônio do Paraibuna é elevada à categoria de cidade e ganha, em 1865, o nome de Juiz de Fora. A versão mais aceita pela historiografia é de que o nome foi uma homenagem a um magistrado nomeado pela Coroa Portuguesa para atuar no município, já que não havia juiz de direito.
No século XIX, proporcionado pela indústria cafeeira e pela construção da primeira rodovia macadamizada do Brasil, a Estrada União-Indústria, Juiz de Fora vivencia um período de grande desenvolvimento econômico. Os ganhos obtidos com o café, com a chegada do telégrafo, imprensa, bancos, bondes, iluminação pública e com o trabalho dos imigrantes italianos fizeram da cidade a mais importante de Minas Gerais.
A fama de Juiz de Fora neste período lhe rendeu muitas denominações. A instalação da Usina Hidrelétrica de Marmelo Zero, a primeira da América Latina utilizada na geração de energia elétrica para iluminação pública, deu ao município a alcunha de “Farol do Continente”. Além disso, graças à sua forte industrialização obtida ao longo do século XIX, Juiz de Fora ficou conhecida como “Manchester Mineira”, em referência à cidade inglesa de Manchester, também famosa por este segmento.